Em 2014 a demanda de embalagens
para alimentos será o carro-chefe da indústria brasileira de plásticos, que
prevê crescimento de 1,8% na produção nacional sobre 2013. O desempenho é
considerado pífio, para um segmento que tradicionalmente cresce a taxas de 6%
ou 7% ao ano. O setor de alimentos por ser importante consumidor de plásticos
responde tradicionalmente por 16% das vendas desta indústria.
De acordo com José Ricardo Roriz
Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Plástico (Abiplast),
o aumento de 18% estimado para a produção de alimentos vai contribuir para o
bom desempenho das vendas de embalagens. "A previsão é de que a cadeia de
alimentos, que cresceu 0,5% este ano, cresça 2,5% em 2014", informou o
presidente da Abiplast.
Automobilístico
Outros setores, que também são
importantes consumidores da indústria de plástico, são o automobilístico que
deve registrar queda de 12% em 2013 para 2% em 2014, e o de construção de
civil, que crescerá menos que o de alimentos -- 1,5% -- saindo de 3% em 2013,
para 4,5% em 2014.
"Em geral, será um ano de
desempenho modesto uma vez que não há espaço para o governo aumentar o gasto e
os bancos estão mais seletivos na oferta de crédito", afirmou. Outro
problema que o setor deve enfrentar é evolução das importações. "Crescem
as compras de alto valor agregado. Este ano, por exemplo, entrou muito alimento
importado já embalado no País", disse Roriz.
Em 2013 o consumo de
transformados plásticos deve somar R$ 66,3 bilhões, dos quais R$ 8,16 bilhões
serão de importações, que cresceram R$ 1,14 bilhão sobre 2012. Para 2014 a
perspectiva é de que as compras externas cresçam 6%. "Temos ampliando
nossas exportações, mas elas crescerão menos, cerca de 5%, o que deve gerar
aumento de 7% do déficit da balança comercial do setor", informou.
Fonte: OG G1
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