A produção física da indústria de
transformados plásticos deve crescer 1,8% em 2014, na comparação com os dados
deste ano, segundo projeções apresentadas na segunda-feira, 2, pela Associação
Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). O número, caso venha a se
confirmar, representará um desempenho semelhante ao de 2013, quando o setor
deve encerrar com alta de 1,6%. A produção neste ano deve totalizar 6,76
milhões de toneladas de transformados plásticos no Brasil. A aceleração do
ritmo de produção terá origem principalmente no aumento do consumo aparente,
previsto em 9% para 2014 (em valores), praticamente igual à marca deste ano. A
expansão deste ano, porém, foi atendida em grande parte pelas importações,
segundo o presidente da Abiplast, José Ricardo Roriz Coelho. Para 2014, as
estimativas são mais favoráveis, pautadas por um cenário mais positivo da
indústria de alimentos.
Câmbio
"Tivemos uma inflação muito
forte (em alimentos) em 2013, que não deve se manter em 2014. Além disso, o
câmbio mais forte deve nos ajudar a frear um pouco a entrada de alimento
importado já embalado", disse Roriz. Por isso, a produção de embalagens
plásticas é considerada o "carro-chefe" da expansão do setor em 2014,
contrastando com a retração de 0,3% projetada para o acumulado deste ano. A
conquista de mercado por parte do transformado plástico importado, evidente
pela diferença entre os números de consumo e de produção nacional de
transformados plásticos, refletiu na balança comercial do setor, cujo déficit
cresceu 4,8% em 2013, para US$ 2,36 bilhões. Em reais, o déficit estimado para
o acumulado deste ano soma R$ 5,05 bilhões, expansão de 14,7% em relação a
2012. Em volume comercializado, o déficit da indústria brasileira de
transformado plástico cresceu 1,2% em 2013, para 476 mil toneladas.
Importações cresceram 6%
As projeções da Abiplast indicam
que a exportação de transformados plásticos cresceu 7% em relação a 2012, para
US$ 1,44 bilhão. As importações, por sua vez, cresceram 6%, para US$ 3,80
bilhões, já reflexo da valorização do dólar ante o real. Em volume, as
exportações cresceram 7,1%, para 255 mil toneladas, enquanto as importações
tiveram ampliação de apenas 3,2%, para 731 mil toneladas.
Custos
Embora as projeções sugiram que a
produção física do setor crescerá 1,6% em 2013, acima da estimativa de 1%
apresentada no final de 2012, a situação de margens do setor continua
desfavorável. A valorização do dólar e o aumento dos preços internacionais de
resinas ampliaram o custo dos fabricantes de transformados plásticos em 18%
entre janeiro e setembro, segundo cálculos da Abiplast. Nesse mesmo período, o
preço médio dos transformados plásticos teve alta de 4,55%. "Falamos de
transferência de margem da indústria de transformado plástico para a indústria
de resinas", destacou Roriz em coletiva de imprensa realizada hoje na sede
da Abiplast. Consequência da alta dos custos e do maior volume fabricado, a
produção física movimentou R$ 61,33 bilhões em 2013, acréscimo de 8,6% em
relação ao ano anterior.
O faturamento do setor cresceu iguais 8,6%, para R$
62,03 bilhões. Para 2014, a projeção da Abiplast indica que o faturamento terá
uma expansão de 8% em valores nominais e 2% em valores reais, descontada a
inflação. As exportações do setor devem crescer 5%, levemente abaixo da
expansão de 6% projetada para as importações.
Fonte: Diário ABC
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