2 de out. de 2013

Rio lança programa de incentivos fiscais para indústria do plástico

O governo do Rio lança hoje o programa "Rio, a Nova Fronteira do Plástico", com objetivo de fomentar a indústria do insumo no Estado. Dentre as medidas, estão incentivos fiscais e financeiros para toda a cadeia do plástico, assim como meios para a capacitação de empresas e de mão de obra, melhorias para a articulação do poder de compra das matérias-primas e incentivos à infraestrutura e ao investidor. Júlio Bueno, secretário de desenvolvimento econômico do Estado, disse ao Valor PRO, que os incentivos fiscais vão beneficiar todos os elos da cadeia do plástico, envolvendo desde a produção das resinas, matéria-prima do plástico, até a reciclagem dos produtos produzidos a partir dele.

Decreto
Um decreto, que será assinado hoje pelo governador, Sérgio Cabral (PMDB), e publicado no Diário Oficial do Estado no dia seguinte, irá reduzir o ICMS para a venda de produtos plásticos transformados de 6% para 4%. Também será reduzido o ICMS na venda de matéria-prima pelos atacadistas, de 19% para 12%. Outra redução de ICMS, de 19% para 12%, será fornecida para vendedores de matéria-prima que foram produzidas em outros Estados, mas que por não são produzidas no Rio. No caso do produtor de resinas, haverá redução do ICMS, ainda em estudo. Neste caso, o único produtor no país é a Braskem, que deve ser responsável pela parte petroquímica do Comperj, em construção pela Petrobras.

Linha de financiamento
Além dos incentivos tributários, a Agência de Fomento do Estado do Rio de Janeiro (AgeRio) vai lançar uma linha de financiamento específica para a indústria do plástico, por meio do "Pacote Plástico Produtivo", com o objetivo de apoiar a expansão, modernização e implantação de empreendimentos da cadeia. Para a elaboração do programa, a secretaria encomendou o estudo "Análise de Competitividade da Cadeia Petroquímica e de Plásticos no Estado do Rio de Janeiro", elaborado pela Maxiquim, com o apoio da Braskem e da AD-RIO. Resultados do trabalho apontaram que o Rio é hoje o quarto produtor de resinas no Brasil e o segundo com o maior PIB. A resina são os petroquímicos básicos, utilizados como matéria-prima para o plástico.

309 mil toneladas de resinas
Entretanto, Bueno destacou que o Estado do Rio de Janeiro é o sétimo colocado em consumo de resinas. Em 2011, o Estado consumiu 309 mil toneladas de resinas, de um total de 7 milhões de toneladas de resinas consumidas no país. "Tem matéria-prima, tem mercado, mas a gente não tem a indústria de plástico", frisou Bueno. O secretário afirmou ainda que depois que a parte petroquímica do Comperj entrar em operação, o Rio passará a ser o maior produtor de resinas no país. O estudo apontou que, em 2011, as indústrias de transformação, conversão e reciclagem somavam R$ 2,4 bilhões em valor de produção, empregando 18,1 mil funcionários, em um total de 393 empresas. Bueno destacou que do total de empresas, 317 são micro e pequenas.

Codin
Dessa forma, o governo vai procurar meios de dar apoio às micro, pequenas e médias empresas, a partir das oportunidades de negócio identificadas pelo estudo. O decreto prevê ainda que a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin) trabalhe com uma estrutura focada para dar suporte à implantação e ampliação dos empreendimentos ligados à indústria do plástico.


Fonte: Valor A6

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