A Braskem apresentou, em São
Paulo, um programa de incentivo à cadeia nacional do plástico, cujo objetivo é
amplia r a competitividade da chamada terceira geração e, em dois anos, dobrar
o volume de exportações do setor. Constituído por quatro pilares, o Plano de
Incentivo à Cadeia (PIC) do Plástico prevê ainda que a Braskem venda
polietileno (PE) e polipropileno (PP) para a fabricação de transformados que
serão exportados com descontos entre 15% e 20%.
11,69 mil empresas
No Brasil, o setor de
transformação de polímeros emprega 348 mil pessoas, em 11,69 mil empresas.
"Haverá um preço incentivado para a exportação, competitivo em relação aos
preços asiáticos de matérias-primas", disse o VP da unidade de
Poliolefinas da companhia, Luciano Guidolin. No ano passado, as exportações
brasileiras de transformados plásticos ficaram em 238 mil toneladas, com
receitas de R$ 2,6 bilhões.
500 mil toneladas embarcadas
Com o programa, a meta é chegar a
quase 500 mil toneladas embarcadas. "Vamos trabalhar, também, o acesso dessas
empresas a novos mercados", diz Guidolin. Outros três pilares do plano
correspondem a ações de competitividade relativas a formação de mão de obra,
qualificação técnica e de defesa comercial; incentivo à inovação e ao acesso a
linhas para atividades dessa natureza; e promoção das vantagens do plástico
frente a outros materiais.
Alíquota de 1%
O PIC do Plástico vem na esteira
da Lei 12.859, que estabeleceu o Regime Especial da Indústria Química (Reiq),
sancionada pela presidente Dilma Rousseff. A alíquota de PIS/Cofins incidente
sobre as matérias-primas da indústria química foi reduzida para 1%. Conforme
Guidolin, a Braskem também apoia outros dois pleitos do setor na área fiscal: a
equalização do IPI em relação a outros produtos transformados - em plásticos,
essa alíquota é de 15%, enquanto em outras cadeias varia de 5% a 10% - e em
relação ao IPI de resinas (5%).
Fonte: Valor Online
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