30 de out. de 2012

Indústria do plástico se preocupa com mudança no valor das resinas termoplásticas


O realinhamento dos preços das resinas termoplásticas produzidas no Brasil aos valores praticados no mercado internacional trazem inquietação à indústria de transformação plástica. Só em outubro, a alta prevista está em torno de 4,5%. Há temor de que os reajustes na matéria-prima se reflitam como desaquecimento na atividade industrial. Os preços domésticos das resinas termoplásticas serão reajustados em até 4,5% entre este mês e novembro, diante do encarecimento da nafta, e dos aumentos anunciados nos últimos meses no mercado internacional. Conforme a Braskem, a aplicação do reajuste será gradual e decorre da necessidade de alinhamento das cotações àquelas praticadas no mercado externo e não está relacionado ao recente aumento do imposto de importação de determinados plásticos.

Desconto em dezembro

Até o fim do ano, contudo, a tendência é a de que os preços se acomodem, com possibilidade de descontos já no mês de dezembro. "Até um mês atrás, a tendência internacional era de alta. Hoje, contudo, já se vê arrefecimento nos Estados Unidos e na Ásia e esse movimento deve chegar ao Brasil em dezembro", avalia Otávio Carvalho, diretor da consultoria Maxiquim. Em agosto, a Braskem já havia implementado um reajuste de 8%, diante da alta das cotações internacionais. O novo índice de aumento, que deve ficar entre 4% e 4,5%, corresponde à defasagem de preços existente desde aquele mês, segundo a companhia.

Trajetória de alta

"Existe um histórico de paridade com os preços das resinas importadas, mas esse ajuste leva em geral entre um e dois meses", explica Carvalho. Em relação à nafta, diz, a tendência de alta permanece, porém com força inferior à verificada nos últimos meses. "As cotações devem se manter em trajetória de alta, mas não tão forte como se viu há alguns meses", avalia Carvalho.

De acordo com Alfredo Schmitt, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief), o reajuste de aproximadamente 4,5% já teria sido implementado neste mês. "A alta tem sido motivada pelo preço da nafta e pelas cotações internacionais, visto que esses produtos são commodities", afirma Schmitt. 

Segundo o presidente da entidade, o segmento de transformação de plásticos tem sofrido compressão de margens, "o que muitas vezes inviabiliza os negócios". De janeiro a agosto, segundo dados da Abiplast, as exportações brasileiras de resinas subiram 5,45% em volume e recuaram 4,1% em receita. Já as importações recuaram 14,76% em volume e caíram 19,43% em receita.

Observatório Tecnológico - SC







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