5 de set. de 2012

Indústria do plástico terá retração neste ano


Os fabricantes de peças e embalagens de plástico devem reduzir, neste ano, a produção em 3,5% a 4% frente ao volume fabricado no ano passado, como resultado da desaceleração da economia e das dificuldades de competitividade da indústria nacional frente aos importados. É o que diz o presidente da Abiplast, José Ricardo Roriz Coelho. O dirigente, que participou de seminário em São Paulo, assinalou que a demanda pelos produtos do setor vai crescer no País em torno de 3%, mas isso será coberto, em boa parte, pela importação. Isso ocorre por causa de entraves à indústria nacional, observou Coelho, como o alto custo de energia elétrica, de encargos trabalhistas e da carga tributária. Há ainda questões específicas do segmento, como o aumento do preço da matéria-prima e o fato de haver número "excessivo" de micro e pequenas empresas no mercado nacional. A atividade reúne 11 mil companhias no País, das quais cerca de 500 estão no Grande ABC.
Custo da produção está 30% a 50% mais caro
Na região do ABC, Alessandro Guardalben, diretor da empresa Poliembalagem, de Mauá, relatou que as vendas caíram e os custos aumentaram. "Depois da greve da Receita Federal (que gerou atrasos na liberação de mercadorias na alfândega), houve altas sucessivas de matéria-prima. Desde o início do ano, já subiram 37%, talvez até mais", afirmou. Também presente ao seminário na Capital, o vice-presidente da Braskem, Luciano Guidolin, assinalou que as resinas são mais caras no Brasil do que em outros países por causa da alta tributação. "O custo da produção está 30% a 50% mais caro do que deveria estar", disse.  Para fortalecer a competitivididade do segmento, o BNDES tem, há dois anos, programa chamado Proplástico. Essa linha de financiamento, que também é voltada a para a consolidação (ou seja, a fusão ou aquisição de outras companhias do ramo), já reúne R$ 300 milhões em carteira (operações diretas).
 Nova associação
Dez pequenas indústrias do plástico do Grande ABC formaram recentemente uma associação do segmento, chamada ADETIP (Associação de Desenvolvimento Econômico, Tecnológico da Indústria do Plástico). Segundo o diretor de comunicação da entidade, André Ganzeletch, inicia-se agora trabalho para obter o fortalecimento técnico e econômico dessas indústrias ao longo dos próximos dois anos. Entre os objetivos: melhorar a capacitação de empregados e buscar linhas de crédito para modernizar equipamentos./Diário Grande ABC

Nenhum comentário:

Postar um comentário