Para dar apoio à terceira geração
da cadeia produtiva do plástico, responsável por transformar a matéria-prima em
produtos, a Braskem se inspirou no maior produtor de plástico do mundo, a
China. O Plano de Incentivo à Competitividade (PIC) elaborado pela empresa
foca, sobretudo, o incentivo à exportação. Entre as ações, o PIC inclui
investimentos para ampliar a exportação de produtos transformados. A ideia da
Braskem é viabilizar condições mais favoráveis para empresas que compram
resinas para desenvolvimento de produtos voltados ao mercado externo.
Estímulo para exportar
João Luiz Zuñeda, diretor da
consultoria Maxiquim, acredita que a ação da Braskem tende a aumentar a
competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional. “Os planos
de incentivos são comuns na Ásia, onde a cadeia tem estímulos que ajudam as
empresas a exportar”. Em meados de setembro, a Braskem anunciou em comunicado
que a meta do seu programa, o PIC, é dobrar, no prazo de dois anos, o volume da
exportação brasileira de transformados das resinas de polietileno e
polipropileno. Em 2012, o Brasil exportou 238 mil toneladas de plásticos
transformados.
Sul beneficiado
A inspiração asiática pode dar
novo ânimo a um setor que, no Brasil, tem um saldo comercial historicamente
negativo. No último ano, a indústria de transformação de plástico teve um
déficit de R$ 4,3 bilhões e exportou somente 5% da produção. A região Sul
estaria entre as principais beneficiadas com o desenvolvimento do setor no
mercado internacional. Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina reúnem 28%
das empresas de transformação de plástico no país e são responsáveis por 18% da
exportação do plástico puro brasileiro. “Como vivemos em uma região
caracterizada por empresários que são muito atuantes no mercado externo, o
plano da Braskem ajudará a desenvolver o setor. Talvez, no futuro, isso também
vá ajudar empresas da cadeia a até mesmo abrir unidades fabris lá fora”, aposta
Zuñeda. Na próxima semana, representantes da indústria gaúcha de material
plástico chegam à Feira K, em Düsseldorf, na Alemanha, em busca de parcerias
com fornecedores de máquinas e insumos e da troca de experiências com
produtores internacionais. A missão, conduzida pela Maxiquim, também tem por
meta estreitar os laços comerciais entre a cadeia do plástico da região sul e
os europeus.
Fonte: Amanhã - Portal
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