Líder em produção de polietileno
verde, o famoso plástico de cana-de-açúcar, a Braskem afirma que ainda precisa
avançar muito na busca de um produto que seja 100% natural e biodegradável.
Augusto Teruo Morita, engenheiro de materiais da multinacional, diz que esta
busca é o que tem movido também a maior parte das indústrias que atuam no
setor. Desde grandes companhias, como a Coca-Cola, até pequenas start-ups
atuando no setor, diz ele. “É uma busca frenética pela biodegrabilidade”. “É um
segmento altamente complexo, que envolve mais de 450 companhias e a nossa
missão é entender o futuro, encontrar o elemento que vai gerar o novo polímero
biodegradável”, explica. Segundo Morita, o que existe no mercado hoje são
produtos de polietileno verde e bioplásticos biodegradáveis, mas que nem sempre
conseguem ser aplicados com eficiência em muitos produtos que vão para o
consumidor final. “Daí a necessidade de sempre pesquisarmos e estudarmos novos
polímeros”.
Polietileno verde é a melhor alternativa para o Brasil
Apesar da busca pela
biodegrabilidade, Morita diz que para as atuais condições brasileiras, este não
seria o produto ideal para a sustentabilidade. Isso porque a capacidade de
compostagem que o Brasil tem não seria capaz de manejar e destinar corretamente
esses produtos. “Por isso, acreditamos que por enquanto o polietileno verde, de
cana-de-açúcar, que é um produto de fonte renovável e reciclável ainda seja a
melhor alternativa para o País”. Segundo ele, a reutilização dos produtos
derivados de cana-de-açúcar, através da reciclagem, proporcionam o reuso do
polímero de forma mais eficiente. “Você vai utilizar a energia desse produto
para gerar outros produtos. No caso dos biodegradáveis, teríamos que ter
condições melhores de compostagem, senão criaríamos outro problema ambiental”,
explica. “Outra vantagem do polietileno verde é que ele pode ser reciclado com
os mesmos sistemas usados para processar o plástico fóssil, sem necessidade de
grandes adaptações, além de serem exatamente igual (no produto final)”.
95 produtos são produzido com 100% de plástico verde
O plástico verde, segundo Morita,
já é uma realidade no mercado e faz parte do dia-a-dia do brasileiro faz alguns
anos. Ele cita que já foram computados 95 produtos que usam o produto 100%, mas
muitas indústrias o usam em porcentagens, mesclando-o com outros produtos do
gênero. De acordo com as estatísticas da Braskem, uma tonelada de copinhos de
café produzidos com polietileno derivado de petróleo gera 2,3 toneladas de CO²,
enquanto uma tonelada de tampinhas de garrafas produzidas com o plástico de
cana captura 2,1 t. do gás.
Fonte: Globo Rural
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