31 de out. de 2013

Empresas correm em busca da biodegrabilidade

Líder em produção de polietileno verde, o famoso plástico de cana-de-açúcar, a Braskem afirma que ainda precisa avançar muito na busca de um produto que seja 100% natural e biodegradável. Augusto Teruo Morita, engenheiro de materiais da multinacional, diz que esta busca é o que tem movido também a maior parte das indústrias que atuam no setor. Desde grandes companhias, como a Coca-Cola, até pequenas start-ups atuando no setor, diz ele. “É uma busca frenética pela biodegrabilidade”. “É um segmento altamente complexo, que envolve mais de 450 companhias e a nossa missão é entender o futuro, encontrar o elemento que vai gerar o novo polímero biodegradável”, explica. Segundo Morita, o que existe no mercado hoje são produtos de polietileno verde e bioplásticos biodegradáveis, mas que nem sempre conseguem ser aplicados com eficiência em muitos produtos que vão para o consumidor final. “Daí a necessidade de sempre pesquisarmos e estudarmos novos polímeros”.

Polietileno verde é a melhor alternativa para o Brasil

Apesar da busca pela biodegrabilidade, Morita diz que para as atuais condições brasileiras, este não seria o produto ideal para a sustentabilidade. Isso porque a capacidade de compostagem que o Brasil tem não seria capaz de manejar e destinar corretamente esses produtos. “Por isso, acreditamos que por enquanto o polietileno verde, de cana-de-açúcar, que é um produto de fonte renovável e reciclável ainda seja a melhor alternativa para o País”. Segundo ele, a reutilização dos produtos derivados de cana-de-açúcar, através da reciclagem, proporcionam o reuso do polímero de forma mais eficiente. “Você vai utilizar a energia desse produto para gerar outros produtos. No caso dos biodegradáveis, teríamos que ter condições melhores de compostagem, senão criaríamos outro problema ambiental”, explica. “Outra vantagem do polietileno verde é que ele pode ser reciclado com os mesmos sistemas usados para processar o plástico fóssil, sem necessidade de grandes adaptações, além de serem exatamente igual (no produto final)”.

95 produtos são produzido com 100% de plástico verde

O plástico verde, segundo Morita, já é uma realidade no mercado e faz parte do dia-a-dia do brasileiro faz alguns anos. Ele cita que já foram computados 95 produtos que usam o produto 100%, mas muitas indústrias o usam em porcentagens, mesclando-o com outros produtos do gênero. De acordo com as estatísticas da Braskem, uma tonelada de copinhos de café produzidos com polietileno derivado de petróleo gera 2,3 toneladas de CO², enquanto uma tonelada de tampinhas de garrafas produzidas com o plástico de cana captura 2,1 t. do gás.


Fonte: Globo Rural

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