18 de set. de 2013

Plano incentiva exportações do setor de plástico

A Braskem apresenta hoje, em São Paulo, um programa de incentivo à cadeia nacional do plástico, cujo objetivo é ampliar a competitividade da chamada terceira geração e, em dois anos, dobrar o volume de exportações do setor. Constituído por quatro pilares, o Plano de Incentivo à Cadeia (PIC) do Plástico prevê ainda que a Braskem venda polietileno (PE) e polipropileno (PP) para a fabricação de transformados que serão exportados com descontos entre 15% e 20%. No Brasil, o setor de transformação de polímeros emprega 348 mil pessoas, em 11,69 mil empresas. "Haverá um preço incentivado para a exportação, competitivo em relação aos preços asiáticos de matérias-primas", diz o vice-presidente da unidade de Poliolefinas da companhia, Luciano Guidolin. No ano passado, as exportações brasileiras de transformados plásticos ficaram em 238 mil toneladas, com receitas de R$ 2,6 bilhões.

Acesso a mercados

Com o programa, a meta é chegar a quase 500 mil toneladas embarcadas. "Vamos trabalhar, também, o acesso dessas empresas a novos mercados", diz Guidolin. Outros três pilares do plano correspondem a ações de competitividade relativas a formação de mão de obra, qualificação técnica e de defesa comercial; incentivo à inovação e ao acesso a linhas para atividades dessa natureza; e promoção das vantagens do plástico frente a outros materiais. O PIC do Plástico vem na esteira da Lei 12.859, que estabeleceu o Regime Especial da Indústria Química (Reiq), sancionada pela presidente Dilma Rousseff na semana passada. A alíquota de PIS/Cofins incidente sobre as matérias-primas da indústria química foi reduzida para 1%. Conforme Guidolin, a Braskem também apoia outros dois pleitos do setor na área fiscal: a equalização do IPI em relação a outros produtos transformados - em plásticos, essa alíquota é de 15%, enquanto em outras cadeias varia de 5% a 10% - e em relação ao IPI de resinas (5%).


Fonte: Valor B10

Nenhum comentário:

Postar um comentário