20 de ago. de 2013

Convênio beneficia empresas do setor químico-plástico em Alagoas

Pequenas empresas e fornecedores do setor químico-plástico, além de 27 profissionais que trabalham com material reciclado serão beneficiados com um convênio no valor de R$ 1, 4 milhão, assinado, ontem, durante a reunião plenária do Fórum Permanente da Cadeia Produtiva da Química e do Estado de Alagoas. O encontro aconteceu na Sala de Monitoramento e Controle de Metas da Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento do Estado de Alagoas (Seplande). 

O Governo de Alagoas, através da Seplande, o Sebrae, o Sindicato das Indústrias de Plástico e Tinta do Estado de Alagoas (Sinplast) e a Braskem foram as entidades que celebraram o convênio que objetiva promover ações para melhoria da qualidade e da produtividade na pequena indústria do setor e do reciclado de Alagoas. No total, 72 negócios serão beneficiados com o convênio.

Consultorias específicas
“As ações pretendem atender as necessidades tanto das empresas, tornando-as competitivas nacionalmente, como para os trabalhadores, qualificando a mão de obra local, diminuindo os custos referentes à contratação de pessoal, como também para o setor de produção quanto os envolvidos com as manutenções nas empresas”, destacou o secretário do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico, Luiz Otavio Gomes. 

Ele explica que estão inseridas no convênio capacitações e consultorias específicas na área de termoplásticos, reciclagem e inovação tecnológica, além de ações na área de educação ambiental. “A ação também prevê a participação em eventos técnicos do setor para o desenvolvimento tecnológico e o aprimoramento dos processos produtivos nas pequenas empresas atendidas estão dentro do escopo do Projeto”, explica.

Pesquisa e Reciclagem
Com as ações que serão desenvolvidas através desse convênio, que tem prazo de execução de 36 meses, espera-se um aumento do volume de vendas brutos das empresas participantes do projeto, do número dos postos de trabalho nas empresas e um aumento do volume de matéria prima reciclada adquirida em Alagoas. 

Os resultados serão mensurados através de pesquisa realizada junto às empresas atendidas. “Diante do que a Cadeia representa hoje para o Estado, precisamos cuidar da imagem do plástico. Alcançamos uma dimensão e nos tornamos perceptíveis, então precisamos nos preocupar com o descarte e o pós-consumo dessa matéria-prima”, foi com essa afirmação que o diretor de Relações Institucionais da Braskem, Milton Pradines, iniciou a apresentação do Programa de Reciclagem em Alagoas. O Projeto, que é uma parceria da Braskem e do Sebrae com as Cooperativas de Reciclagem, coloca Alagoas em um status diferenciado. De acordo com Milton, o que motivou a criação desse Programa foi a necessidade de contribuir para a melhoria gerencial e de aspectos ligados à gestão ambiental, a qualidade, saúde e segurança no trabalho de três cooperativas, entre elas a Cooperativa de Recicladores de Alagoas (Cooprel) e a Cooperativa de Catadores da Vila Emater (Coopvila).

Cataforte
Através do Projeto, empresas de pequeno porte, cooperativas e associações serão inseridas na Cadeia Produtiva de Reciclados Plásticos de forma sustentável nos negócios, do ponto de vista social e respeito ao meio ambiente. As cooperativas participantes do projeto vão receber treinamentos e consultorias na área técnica, cooperativismo, gestão empresarial e ambiental, entre outras. Ao final, 2.760 horas de capacitação serão realizadas, totalizando 22 capacitações.

Além disso, serão desenvolvidas propostas de trabalho para a participação das cooperativas no Cataforte - Negócios Sustentáveis em Redes Solidárias, programa lançado pelo Governo, que vai investir cerca de R$ 200 milhões para empreendimentos de catadores de materiais recicláveis, possibilitando a inserção de cooperativas no mercado da reciclagem e a agregação de valor na cadeia de resíduos sólidos.

Integração
Entre os benefícios do cenário proposto pelo secretário, algumas conclusões: formalizar e estimular a formação de sociedade cooperativa; reduzir a sonegação fiscal, inclusive quando os resíduos são destinados a outro Estado; favorecer a transformação dos resíduos em outros produtos; e ampliar a geração de emprego e renda, por meio do fortalecimento da pequena e média indústria local. 

Convidado pelo presidente do Sindicato das Indústrias do Plástico (Sindiplast), Wander Lobo, o diretor da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE), Anísio Coelho, esteve presente na reunião e afirmou que as ações do Fórum são modelos a nível regional e nacional. “O debate foi muito positivo, percebo que além de parceiros institucionais você trabalham de forma muito integrada”, afirmou Anísio.

Fonte: Alagoas 24 horas

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