9 de ago. de 2013

BNDES prorroga incentivo a plástico

O BNDES prorrogou o programa de Apoio ao Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Plástico (BNDES Proplástico). Criado em 2010, o programa terá vigência até junho de 2017, com orçamento de R$ 1,3 bilhão - sendo R$ 571,6 milhões já financiados. Na avaliação do gestor do Proplástico e assessor da área de Insumos Básicos do banco, Frederico Birchal, o programa é um sucesso, muito embora os motivos para a sua criação ainda não tenham sido resolvidos. "O objetivo do programa é estimular investimentos, o aumento da capacidade de produção, a modernização do parque industrial, a produtividade e a inovação", explica Birchal. Como essas questões continuam existindo, o banco optou por ampliar o prazo do programa. A estimativa é liberar R$ 200 milhões por ano, nos próximos quatro anos.

Proplástico já teve 52 consultas

O público-alvo do programa é formado por empresas da cadeia produtiva do plástico, fornecedoras dos segmentos de alimentos, construção civil, utilidades domésticas, higiene e limpeza, agrícola, cosmético/farmacêutico, automobilístico. O chefe do departamento da Indústria Química do BNDES, Gabriel Lourenço, acrescenta que o setor é muito pulverizado, e conta com 11 mil empresas. "É um volume muito grande, que pode ser consolidado", diz. O Proplástico já teve 52 consultas, das quais 16 estão aprovadas e outras nove, em análise. O BNDES já tem em caixa o recurso que será disponibilizado, e três segmentos são os que mais têm procurando o banco: embalagens para alimentos, construção civil e embalagens diversas. Segundo Lourenço, 80% das empresas que procuraram o programa Proplástico faturam até R$ 300 milhões. Do total de empresas, 44% são pequenas e médias. Apenas 20% são consideradas grandes companhias pelo banco.

Custo financeiro terá como base a TJLP

As operações, no valor mínimo de R$ 5 milhões, podem ser feitas diretamente com o BNDES ou por meio de agentes financeiros. O custo financeiro terá como base a TJLP (atualmente em 5% ao ano), mais remuneração de 0,9% do BNDES. As taxas de risco de crédito serão de 0,5% ao ano para micro, pequenas e médias empresas e de 1,5% ao ano para empresas com faturamento bruto de até R$ 300 milhões.


Fonte: Valor B5

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