O BNDES prorrogou o programa de
Apoio ao Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Plástico (BNDES Proplástico).
Criado em 2010, o programa terá vigência até junho de 2017, com orçamento de R$
1,3 bilhão - sendo R$ 571,6 milhões já financiados. Na avaliação do gestor do
Proplástico e assessor da área de Insumos Básicos do banco, Frederico Birchal,
o programa é um sucesso, muito embora os motivos para a sua criação ainda não
tenham sido resolvidos. "O objetivo do programa é estimular investimentos,
o aumento da capacidade de produção, a modernização do parque industrial, a
produtividade e a inovação", explica Birchal. Como essas questões
continuam existindo, o banco optou por ampliar o prazo do programa. A
estimativa é liberar R$ 200 milhões por ano, nos próximos quatro anos.
Proplástico já teve 52 consultas
O público-alvo do programa é
formado por empresas da cadeia produtiva do plástico, fornecedoras dos
segmentos de alimentos, construção civil, utilidades domésticas, higiene e
limpeza, agrícola, cosmético/farmacêutico, automobilístico. O chefe do
departamento da Indústria Química do BNDES, Gabriel Lourenço, acrescenta que o
setor é muito pulverizado, e conta com 11 mil empresas. "É um volume muito
grande, que pode ser consolidado", diz. O Proplástico já teve 52
consultas, das quais 16 estão aprovadas e outras nove, em análise. O BNDES já
tem em caixa o recurso que será disponibilizado, e três segmentos são os que
mais têm procurando o banco: embalagens para alimentos, construção civil e
embalagens diversas. Segundo Lourenço, 80% das empresas que procuraram o
programa Proplástico faturam até R$ 300 milhões. Do total de empresas, 44% são
pequenas e médias. Apenas 20% são consideradas grandes companhias pelo banco.
Custo financeiro terá como base a TJLP
As operações, no valor mínimo de
R$ 5 milhões, podem ser feitas diretamente com o BNDES ou por meio de agentes
financeiros. O custo financeiro terá como base a TJLP (atualmente em 5% ao
ano), mais remuneração de 0,9% do BNDES. As taxas de risco de crédito serão de
0,5% ao ano para micro, pequenas e médias empresas e de 1,5% ao ano para
empresas com faturamento bruto de até R$ 300 milhões.
Fonte: Valor B5
Nenhum comentário:
Postar um comentário