Uma equipe da Universidade de
Berkeley, nos Estados Unidos, desenvolveu um novo tipo de plástico flexível e
que responde diretamente ao toque do usuário. Chamada de e-skin, a tecnologia
responde ao toque com uma iluminação. E quanto maior a pressão, mais intensa é
a luz emitida. Os pesquisadores afirmam que não se trata apenas de um
dispositivo, mas da construção de sistemas. "O e-skin pode ser enrolado em
torno de diferentes objetos para permitir uma nova forma de interface
homem-máquina", afirmou o professor Ali Javey, segundo o site de notícias
da universidade.
Monitor de saúde
Além do uso em robôs, a
tecnologia ainda pode ser usada para criar papéis de parede que funcionam como
telas touchscreen ou painéis que permitem os motoristas a ajustarem os controles
eletrônicos facilmente. O coautor Chuan Wang ainda imagina utilizar a
tecnologia em uma espécie de bracelete que funciona como um monitor de saúde
para verificar a pressão arterial e pulsação. De acordo com Wang, a integração
de sensores em uma rede não é nova, mas converter os dados obtidos em algo
interativo é o avanço. E a vantagem do e-skin é que ele é flexível e pode ser
aplicado em qualquer superfície, ao contrário das telas de smartphones,
computador e caixas eletrônicos que são rígidas. O trabalho da equipe agora é
evoluir a tecnologia para a sensibilidade à luz e à temperatura.
Fonte: OESP – PME 23/07
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