Após quase um ano e seis meses de
‘turbulência’, período em que passou por demissões e queda na produção, o setor
de componentes plásticos em Manaus começa a dar os primeiros passos na
tentativa de ‘driblar’ a crise. A expectativa dos empresários instalados no
Polo Industrial de Manaus (PIM) é de que, em dois meses, pelo menos parte da
mão de obra demitida até agora seja recuperada e de que o setor volte a
registrar crescimento, desta vez, de 15% sobre o volume de produção do segundo
semestre do ano passado.
Masa produz itens próprios
O presidente da Masa da Amazônia,
Ocimar Melloni, por exemplo, conta que para minimizar os efeitos da crise, a
empresa - que trabalha com injeção plástica para atender fabricantes de bens
finais do PIM -, começou a atuar na fabricação de itens próprios.
Ele lembra que no ano passado, a
Masa aprovou um projeto de diversificação para fabricar o videogame XBOX, cujo
investimento foi de US$ 49,3 milhões com a produção começando ainda em 2012.
Robótica
Para reagir ao processo de queda
no volume de produção, a Tuttiplast investiu na área de robótica. No ano
passado, a empresa chegou a demitir aproximadamente 80 trabalhadores de um
universo de 900 pessoas empregadas entre as duas sedes da fábrica em Manaus.
A
expectativa dos empresários é de que a partir de julho, em função da chegada do
verão - que vai permitir uma produção maior de condicionadores de ar do tipo
Split -, da aproximação da Copa do Mundo em 2014 - que deve incrementar o
pedido de televisores do tipo LCD -, e da recuperação gradual no mercado de
duas rodas, as demissões sejam estancadas. O crescimento da produção do setor
deve variar entre 15% a 30% no segundo semestre em relação aos seis primeiros
meses do ano e até 10% frente ao produzido no mesmo período do ano passado. Já
o palpite de
Ocimar Melloni é de que o avanço gire em torno de 15% no segundo
semestre em relação ao mesmo intervalo de 2012.
Fonte: Em Tempo - Amazonas
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