As indústrias de embalagens
plásticas flexíveis vão crescer 4% este ano, como reflexo do aumento da safra
agrícola nacional e demanda maior da classe média. O balanço foi feito ontem
por Alfredo Schmitt, que passou o bastão da Associação Brasileira da Indústria
de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief) para o empresário Sergio Carneiro
Filho, que fica na presidência da entidade entre este ano e 2015. Schmitt
permanece na associação como vice-presidente de relações institucionais. No ano
passado, o segmento de embalagens plásticas flexíveis encerrou com faturamento
de R$ 12 bilhões, crescimento de 7,5% em relação ao ano anterior (R$ 11,2
bilhões), de acordo com levantamento feito pela consultoria Maxiquim a pedido
da Abief. Em volume, o setor cresceu 1,9%, para 1,813 milhão de toneladas.
11 mil empresas
"Apesar desse crescimento, o
setor não conseguiu passar para o mercado os custos. A expansão do segmento, na
prática, ficou abaixo de índice inflacionário", afirmou Schmitt. As
indústrias sofreram com a volatilidade dos custos, como matéria-prima e
mão-de-obra, e tiveram impacto negativo com a elevação das importações de
produtos acabados.
Para este ano, Schmitt estima um
crescimento de 4% em volume, puxado pelo setor de alimentos, sobretudo. De
acordo com o estudo da Maxiquim, as importações de embalagens flexíveis
cresceram 11,5% em valor (de US$ 573 milhões em 2011 para US$ 639 milhões no
ano passado) e 12,8% em volume (de 120 mil toneladas em 2011 para 136 mil
toneladas em 2012). As exportações caíram no período. Em valor, a queda foi de
14% (de US$ 217 milhões em 2011 para US$ 186 milhões em 2012) e 14,7% em volume
(de 62 mil toneladas em 2011 para 53 mil toneladas no ano passado). Com isso, o
déficit da balança comercial desse segmento ficou em US$ 453 milhões, o maior
dos últimos oito anos. O setor de embalagens plásticas do país tem cerca de 11
mil empresas e gera 350 mil empregos diretos. As empresas associadas à Abief
respondem por 40% da produção do setor.
Período de instabilidade
A redução dos custos da energia
elétrica, a manutenção da disponibilidade de recursos para novos investimentos
pelo BNDES e a atual estabilidade dos custos das matérias primas indicam um ano
mais otimista para a indústria de embalagens plásticas flexíveis, de acordo com
Carneiro, atual presidente da Abief. O setor químico de modo geral tem passado
por um forte período de instabilidade. No ano passado, o déficit da balança
comercial da cadeia bateu recorde ao atingir US$ 28,1 bilhões. Neste ano, as
estimativas preliminares apontam para um rombo ainda maior, superando os US$ 30
bilhões, de acordo com a Abiquim.
Fonte: Valor B7
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