28 de mar. de 2013

Indústria do plástico sofre com entrada de importados


A indústria de plásticos iniciou o ano com um crescimento bastante tímido, graças à forte concorrência que vem enfrentando diante da entrada de produtos importados. Apesar disso, o setor de utilidades domésticas, no qual estão as empresas que produzem copos, pratos e vasilhas, além de lixeiras e baldes, segue em um ritmo considerado razoavelmente bom. “Esse é um dos segmentos que caminha bem, por causa da constante necessidade de inovação que esse mercado requer, ele é menos afetado pelos importados”, avalia José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Plástico (Abiplast).

Investimentos

Com empresas de porte internacional e bastante conhecidas no mercado brasileiro, como Plasútil, Betanin e SC Johnson, dona da Ziploc, o segmento está bem consolidado no país e próximo do consumidor, ao marcar presença ampla nas redes de varejo. Prova disso são alguns investimentos que têm sido feitos. A Plasútil, que possui mais de mil produtos em seu portfólio, inaugurou na última sexta-feira a expansão de sua fábrica em Bauru (SP), cujos valores não são divulgados. A nova linha de produção tem capacidade para fabricar 1 milhão de peças por mês, de 10 coleções diferentes.

Exportações X importações

Além de atuarem no mercado interno, as companhias também exportam boa parte do que produzem. Só a Plasútil exporta para mais de 40 países. Mesmo assim, o volume é infinitamente menor quando comparado à quantidade de produtos importados que desembarcam no varejo brasileiro. Apesar dos desafios, a produção de plásticos no Brasil em janeiro cresceu 1,75% em relação ao mesmo período de 2012. O segmento de artefatos diversos, no qual está a área de utilidades domésticas cresceu 5% no período. A indústria de embalagem também cresceu, 5,28%.

Dados da Abiplast apontam que em 2012, o setor todo exportou US$ 1,29 bilhão ante importações de US$ 3,51 bilhões. Já o segmento de utilidades domésticas responde por cerca de 4% do total de produtos de plástico exportados e 3% do total importado. “Mesmo assim, é possível ver a diferença entre o que entrou e saiu do Brasil nesse segmento em 2012”, revela Coelho. No ano passado, as exportações de produtos de utilidades domésticas, classificados na categoria de plásticos em geral, somaram US$ 43 milhões, enquanto as importações somaram US$ 86,74 milhões.

Fonte: Brasil Econômico

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