A indústria de plásticos iniciou
o ano com um crescimento bastante tímido, graças à forte concorrência que vem
enfrentando diante da entrada de produtos importados. Apesar disso, o setor de
utilidades domésticas, no qual estão as empresas que produzem copos, pratos e
vasilhas, além de lixeiras e baldes, segue em um ritmo considerado
razoavelmente bom. “Esse é um dos segmentos que caminha bem, por causa da
constante necessidade de inovação que esse mercado requer, ele é menos afetado
pelos importados”, avalia José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação
Brasileira da Indústria de Plástico (Abiplast).
Investimentos
Com empresas de porte
internacional e bastante conhecidas no mercado brasileiro, como Plasútil,
Betanin e SC Johnson, dona da Ziploc, o segmento está bem consolidado no país e
próximo do consumidor, ao marcar presença ampla nas redes de varejo. Prova
disso são alguns investimentos que têm sido feitos. A Plasútil, que possui mais
de mil produtos em seu portfólio, inaugurou na última sexta-feira a expansão de
sua fábrica em Bauru (SP), cujos valores não são divulgados. A nova linha de
produção tem capacidade para fabricar 1 milhão de peças por mês, de 10 coleções
diferentes.
Exportações X importações
Além de atuarem no mercado
interno, as companhias também exportam boa parte do que produzem. Só a Plasútil
exporta para mais de 40 países. Mesmo assim, o volume é infinitamente menor
quando comparado à quantidade de produtos importados que desembarcam no varejo
brasileiro. Apesar dos desafios, a produção de plásticos no Brasil em janeiro
cresceu 1,75% em relação ao mesmo período de 2012. O segmento de artefatos
diversos, no qual está a área de utilidades domésticas cresceu 5% no período. A
indústria de embalagem também cresceu, 5,28%.
Dados da Abiplast apontam que em
2012, o setor todo exportou US$ 1,29 bilhão ante importações de US$ 3,51
bilhões. Já o segmento de utilidades domésticas responde por cerca de 4% do
total de produtos de plástico exportados e 3% do total importado. “Mesmo assim,
é possível ver a diferença entre o que entrou e saiu do Brasil nesse segmento
em 2012”, revela Coelho. No ano passado, as exportações de produtos de
utilidades domésticas, classificados na categoria de plásticos em geral,
somaram US$ 43 milhões, enquanto as importações somaram US$ 86,74 milhões.
Fonte: Brasil Econômico
Nenhum comentário:
Postar um comentário