7 de jan. de 2013

Produtores de embalagens flexíveis vão retomar investimentos em 2013


As indústrias de embalagens plásticas flexíveis devem voltar a fazer investimentos a partir de 2013. Alfredo Schmitt, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Embalagens Flexíveis (Abief), afirmou que a quebra da safra agrícola e o forte volume de importação de transformados plásticos em 2012 prejudicaram o desempenho do setor. "A expectativa é de que a safra agrícola se recupere e a crise global se arrefeça, o que deverá estimular os aportes para a compra de equipamentos", disse Schmitt.

Receita de R$ 20 bilhões

O setor de transformados plásticos, a chamada 3ª geração petroquímica, pode ter encerrado 2012 com receita de R$ 55 bilhões, de acordo com estimativas da Abief. Essas indústrias empregam 350 mil trabalhadores diretos e representa cerca de 11 mil empresas no país. Somente o segmento de embalagens flexíveis - utilizadas em larga escala pelas indústrias agrícolas, de alimentos e produção de sacolinhas plásticas - representa cerca de 35% desse montante, com receita de R$ 20 bilhões, e produção de 2 milhões de toneladas por ano, de um total de cerca de 6 milhões de toneladas de toda a cadeia plástica. "A expectativa é de que a produção em volume cresça entre 5% e 7% em 2013", afirmou Schmitt.

Ano de decisões

O renascimento da indústria petroquímica americana, com a exploração do "shale gas" (gás de xisto) preocupa a cadeia nacional, uma vez que promoverá oferta abundante de produtos a partir de matéria-prima mais barata. A petroquímica brasileira utiliza a nafta como principal insumo. Para Schmitt, 2013 será um ano importante de tomada de decisão para o setor. "Temos que tomar decisões importantes para que as indústrias sobrevivam, perpetuem e cresçam. E para isso temos que ter ao nosso lado a Petrobras. A presença da Petrobras ao lado dos demais elos da cadeia, participando de um projeto para tornar a indústria de transformação plástica competitiva, é de fundamental importância. Embora a estatal seja uma petroleira, entendo ser indissociável de sua missão o fortalecimento da cadeia produtiva do plástico."

Comperj

Em 2011, segundo ele, o segmento de embalagens plásticas flexíveis amargou um déficit comercial de 58 mil toneladas equivalentes em produtos, o que corresponde a U$ 357 milhões. Os dados de 2012 ainda não foram atualizados, mas não fogem muito da realidade do ano anterior. O projeto do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) é considerado de extrema importância para a 3ª geração do setor. A decisão dos investimentos da parte petroquímica do projeto, em parceria com a Braskem, ainda está em discussão, sem uma data definida para o início das obras. Para Schmitt, esse projeto deverá estimular o crescimento do mercado de resinas no mercado interno.

Fonte: Valor B6 4/01

Nenhum comentário:

Postar um comentário