Com
a finalidade petroquímica definida no nome, o Comperj corre o risco de
funcionar somente como refinaria. Embora o projeto original do Complexo
Petroquímico do Rio de Janeiro preveja a operação de unidades de fabricação de
diversos produtos petroquímicos, a Petrobras não conseguiu ainda parcerias na
iniciativa privada, como forma de dividir custos bilionários. O acordo com a
Braskem, anunciado há dois anos, ainda não avançou. Uma das principais razões
do pouco interesse do empresariado é a dificuldade de concorrer com a indústria
sediada nos Estados Unidos. A tecnologia de extração do gás do xisto com
emprego de tecnologia barata derrubou o preço da energia no território
norte-americano, o que beneficiou em demasia os setores que dependem muito
dela, como o petroquímico. A Braskem
busca nos Estados Unidos oportunidades geradas pelo shale gas (como o gás de xisto é conhecido internacionalmente).
Também investe no México e em unidades locais - este ano, em Alagoas (PVC) e
Rio Grande do Sul (butadieno). Mas do Comperj, até agora, mantém-se afastada,
embora tenha firmado com a Petrobrás, em 2010, um acordo de associação ao
projeto.
Nenhum comentário:
Postar um comentário