Os
números negativos da indústria, cuja produção encolheu 2,5% no 2º trimestre,
foi o principal responsável pelo tímido avanço do PIB, Foi o pior resultado
desde o 1º trimestre de 2009. Este ano a indústria acumula queda de 1,2%. Marcio Luiz
Sala, dono da indústria de embalagens plásticas Caria, em São Paulo, afirma que
para sua fábrica, “o ano ainda não começou”. Segundo ele, o 1º semestre de
2012, esta entre os piores da história da empresa, fundada em 1968: “nem a
crise de 2008 nos pegou assim”. Alem da demanda fraca, Sala diz que custos da
matéria-prima, o volume de impostos e a dificuldade de obter crédito são os
principais entraves. Com a eficiência produtiva abalada, apesar do cambio mais
favorável, os fabricantes estrangeiros conseguem produzir a custos muito
menores.
Matéria
prima subiu 355%
As
cotações das principais matérias primas usadas pela fábrica de Sala - o
polipropileno e o polietileno, cujo único fornecedor local é a Braskem, subiram
355% de 1999 até agora. Segundo ele, para zerar essa alta, seria preciso subir
o preço dos produtos da fábrica em 139% e
os clientes não aceitariam isso. Segundo dados do Sindiplast, o segmento
é o terceiro que mais gera emprego no país. O sindicato observa ainda que a
produção no 1º semestre recuou 3,7% frente a 2011./OG 26 01/09
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