3 de set. de 2012

Ano ainda não começou para indústria de embalagens plásticas


Os números negativos da indústria, cuja produção encolheu 2,5% no 2º trimestre, foi o principal responsável pelo tímido avanço do PIB, Foi o pior resultado desde o 1º trimestre de 2009. Este  ano a  indústria acumula queda de 1,2%. Marcio Luiz Sala, dono da indústria de embalagens plásticas Caria, em São Paulo, afirma que para sua fábrica, “o ano ainda não começou”. Segundo ele, o 1º semestre de 2012, esta entre os piores da história da empresa, fundada em 1968: “nem a crise de 2008 nos pegou assim”. Alem da demanda fraca, Sala diz que custos da matéria-prima, o volume de impostos e a dificuldade de obter crédito são os principais entraves. Com a eficiência produtiva abalada, apesar do cambio mais favorável, os fabricantes estrangeiros conseguem produzir a custos muito menores.

Matéria prima subiu 355%
As cotações das principais matérias primas usadas pela fábrica de Sala - o polipropileno e o polietileno, cujo único fornecedor local é a Braskem, subiram 355% de 1999 até agora. Segundo ele, para zerar essa alta, seria preciso subir o preço dos produtos da fábrica em 139% e  os clientes não aceitariam isso. Segundo dados do Sindiplast, o segmento é o terceiro que mais gera emprego no país. O sindicato observa ainda que a produção no 1º semestre recuou 3,7% frente a 2011./OG  26  01/09

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